Alguns mitos sobre telescópios e qualidade óptica

Guilherme de Almeida

De quando em quando ouvem-se ou lêem-se histórias sobre a relação entre a qualidade óptica de um telescópio e a seu efectivo desempenho. Uns pensam que qualquer telescópio é bom (ou que todos os telescópios são iguais desde que sejam da mesma abertura). Outros entendem que se o erro
na frente de onda não for pelo menos λ/10 pv o telescópio não presta (λ designa o comprimento de onda da luz e para os testes de qualidade óptica dos telescópios considera-se geralmente 630 nm ou 532 nm, consoante os construtores). Até onde vão as complacências de uns e os exageros de outros? Estes mitos são realmente interessantes, mas, para terem sentido, as afirmações devem ser completas, caso contrário não se sabe de que é que se está a falar. Informações incompletas prestam-se a distorção informativa. Comentarei neste artigo alguns dos mitos mais correntes.
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Poluição luminosa: o desperdício inútil de recursos energéticos

Guilherme de Almeida

Fala-se muito em poluição, nos mais variados sentidos, da poluição química à poluição sonora, da poluição visual do ambiente à diminuição drástica da biodiversidade nos rios e lagos. A poluição luminosa apresenta inconvenientes de vária ordem, que atingem o cidadão comum nos aspectos mais dramáticos: o bolso, o descanso e a qualidade de vida.

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A magnitude aparente do Sol, visto de outros céus

Guilherme de Almeida

O nosso Sol, visto de outros lugares do Universo, apresentará, como se sabe, menor diâmetro aparente e menos brilho à medida que nos afastamos dele. Qual será a sua magnitude visual aparente nessas condições? Para este artigo calculei, caso a caso, a magnitude visual aparente do Sol, visto de vários pontos do Universo: primeiro do Sistema Solar (acima da atmosfera de cada planeta) e depois mais além…

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Histórias de astrónomos amadores (Parte 5)

► coordenação de Guilherme de Almeida

Continuam-se, nesta quinta parte, as histórias de astronomia e astrónomos amadores, contadas por
quem as viveu e sentiu. Estes episódios, insólitos e inesperados, parecem à primeira vista difíceis de
acreditar, ou saídos de um filme, mas são mesmo reais. Agradeço mais uma vez, aos respectivos
autores, o envio destas histórias tão interessantes. As quatro partes anteriores da mesma série foram
publicadas na revista Astronomia de Amadores, nos números 12, 13, 14 e 15 (respectivamente).

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Norman Pogson e a escala de magnitudes estelares

por: Guilherme de Almeida 

Pogson é pouco conhecido fora dos círculos científicos, embora tenha dado grandes contribuições à Astronomia. Astrónomo britânico, passou a maior parte da sua carreira na Índia, então colónia inglesa pouco visível para a comunidade científica internacional. Foi o fundador da astrofotometria quantitativa moderna, mas não publicou explicitamente esse seu trabalho. Como pessoa, era de carácter forte e opiniões bem vincadas.

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Ocultação da Estrela Ophiuchus pelo Asteróide (472) Roma

Rui Gonçalves

São raras as ocultações envolvendo estrelas muito brilhantes, nomeadamente visíveis a olho nú, como é o caso.

Tal como num eclipse solar, teremos a projecção da sombra do objecto ocultador (o asteróide) sobre a superfície da Terra. No decorrer dos breves minutos em que a sombra deste viaja pela nossa superfície, quem por sorte estiver na faixa de sombra a visionar a estrela, verá, á hora prevista e durante alguns segundos, a referida estrela desaparecer ocultada pelo pouco brilhante asteróide (figura 1). É testemunha de uma ocultação asteroidal.

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Ser Astrónomo Amador na Nuvem – Cap. I

Por João Leal Silva

Na qualidade de Astrónomo Amador e fã assumido das novas tecnologias em rede, tendo em conta o crescente acesso a meios de partilha de informação e comunicação na rede, resolvi contribuir para a comunidade com estes artigos sobre a utilização de ferramentas gratuitas e Online que nos permitem trabalhar em Nuvem. Neste primeiro capitulo falarei sobre emails e sobre criação e partilha de documentos.

Para que entendam melhor, começo por explicar o conceito do trabalho em Nuvem. Este consiste em basicamente não utilizar o nosso PC como fonte primária de armazenamento dos dados. Sejam eles documentos, emails, fotos etc. Tudo o que necessitamos é de uma ligação à Internet e de um browser para acedermos de forma segura à nossa informação, que como entendem desta forma será possível trabalhar com essa em mais do que um computador, mesmo que não seja nosso e também com dispositivos móveis como os smartphones.

Uma das minhas primeiras sugestões não poderia deixar de estar relacionada com o email. Efectivamente continua a ser uma ferramenta vital para nós. Em Nuvem conseguimos não só ter acesso a partir de qualquer dispositivo que tenha browser e Internet ( por exemplo nas férias ou na casa de um amigo ), mas também poupar muitos dissabores em caso de incidente técnico com o nosso PC habitual.

O serviço que utilizo por eleição, mesmo para tratar os emails de e para os meus endereços profissionais é o GMAIL da Google. Com este serviço podemos usufruir no imediato de:

– acesso rápido a partir de qualquer computador ligado à Internet
– acesso rápido da maioria dos telemóveis
– tecnologias de ponta das pesquisas do google ( encontrar emails de forma organizada )
– filtro de spam e antivirus sem necessidade de manutenção ou renovação
– possibilidade de sincronização com clientes de email tradicionais ( por POP ou IMAP )
– possibilidade de utilização dos nossos endereços habituais, quer para envio quer para recepção
– excelentes plataformas de filtragem
– sistema de catalogação das mensagens que permite efectivamente levar a nossa organização do correio electrónico para outro nível.

 Convido à visualização dos seguintes vídeos:

Agora que sabemos um pouco melhor sobre o gmail, e sem sair da oferta da Google, passo a explicar socintamente o que são os Documentos do Google.

Basicamente é um “office” online. Mais uma vez tudo o que precisamos é de um browser e de uma ligação à internet.O endereço é http://docs.google.com. Para além de permitir importar quase 100% dos documentos gerados nas plataformas de office mais conhecidas ( Microsoft Office e OpenOffice ), permite-nos criar documentos de raiz Online, sendo os mesmo exportáveis para quase 100% dos formatos conhecidos. Até aqui já era uma vantagem por si só a facilidade de trabalhar com os nossos documentos sem depender de um programa como o Office ou do nosso disco rígido. No entanto esta plataforma eleva-nos a um nível superior com vista à partilha e colaboração entre pessoas.
Com os Documentos do Google podemos por exemplo estar no campo ou no observatório, criar uma folha de calculo para registar dados sobre uma observação (rasantes, meteoros, cronometragem de trânsitos, maratonas Messier etc) e em tempo real partilhar essa informação com outro utilizador. Sim, estou literalmente a afirmar que podemos ter um documento aberto e permitir que duas ou mais pessoas o editem em conjunto permitindo a todos assistir às alterações em tempo real. Podem também conversar entre elas através de um chat integrado. Nada melhor do que a visualização dos seguintes dois vídeos para exemplificar:

Como podem verificar, é uma forma rápida e segura de partilhar informação Astronómica e não só.
Concluindo, hoje em dia é perfeitamente acessível trabalhar em Nuvem usufruindo assim de todas as vantagens e impacto positivo que isso poderá ter no nosso trabalho.
Na próxima semana irei falar da gestão e partilha de ficheiros e ainda sobre plataformas para notas Online.

A Luz: um impacte esquecido?

Poluição luminosa: o desperdício inútil de recursos energéticos
Guilherme de Almeida

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